AGRONEGÓCIO
Plantio de milho avança no Brasil e safra de inverno se aproxima do fim com atenção a clima e pragas
AGRONEGÓCIO
O plantio do milho de verão 2025/26 registra avanço expressivo no Brasil, enquanto a segunda safra (safrinha) se aproxima da finalização, segundo dados da Conab e do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral). Apesar do progresso, técnicos alertam para desafios climáticos e controle de pragas em algumas regiões.
Plantio de milho de verão acelera pelo país
De acordo com a Conab, até o último sábado (20), 20,8% das áreas de milho de verão já haviam sido semeadas, crescimento significativo em relação aos 14,7% da semana anterior. O índice também está acima do registrado em 2024 (16,2%) e da média dos últimos cinco anos (18,2%).
Os estados com maior avanço no plantio são:
- Rio Grande do Sul: 66%
- Paraná: 44%
- Santa Catarina: 35%
No Rio Grande do Sul, o plantio segue acelerado, mas as baixas temperaturas ainda retardam a emergência e o desenvolvimento vegetativo da cultura. Técnicos destacam ocorrência de cigarrinhas, mas informam que os produtores têm monitorado e realizado manejo preventivo.
No Norte do Paraná, a redução das chuvas limitou o avanço da semeadura e provocou sinais de déficit hídrico em algumas áreas, embora a maior parte das lavouras apresente bom desenvolvimento inicial. Em Santa Catarina, o plantio avança principalmente no Extremo-Oeste, com clima favorável beneficiando a cultura.
Safrinha 2025 quase finalizada
Enquanto o milho de verão avança, a segunda safra de milho de 2025 se aproxima da conclusão. Segundo a Conab, 99,6% das áreas já foram semeadas, superando a média dos últimos cinco anos (99,4%) e ligeiramente abaixo do índice de 2024 (100%).
No Paraná, o Deral informa que 99% das lavouras da safra de inverno já foram colhidas, com o restante em fase de maturação. As condições das áreas colhidas são classificadas como:
- Boas: 42%
- Médias: 44%
- Ruins: 14%
A produtividade da safra varia conforme o impacto da seca e das geadas, mas está dentro do esperado, segundo o relatório.
Plantio de verão no Paraná avança com atenção ao clima e pragas
O plantio do milho verão 2025/26 no Paraná atingiu 64% do total estimado, frente a 44% da semana anterior. Dessas áreas, 35% estão em germinação e 65% em desenvolvimento vegetativo.
O Deral destaca que algumas lavouras apresentam germinação irregular e desenvolvimento mais lento devido ao déficit hídrico, além da presença da cigarrinha-do-milho, exigindo atenção redobrada no manejo fitossanitário.
Cenário geral
O avanço do milho no Brasil indica ritmo de plantio acima da média histórica, mas as condições climáticas e a pressão de pragas permanecem como fatores críticos para o desempenho das lavouras. Técnicos orientam produtores a manter monitoramento constante e manejo adequado para garantir o desenvolvimento saudável das culturas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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