AGRONEGÓCIO
Plantio de trigo atinge 93% no Paraná e lavouras apresentam bom desenvolvimento, aponta Deral
AGRONEGÓCIO
O plantio do trigo no Paraná está praticamente concluído e as lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo, segundo o mais recente relatório semanal do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura já alcançou 93% da área prevista para a safra, reforçando as expectativas positivas para a produção de inverno em um dos principais estados produtores do cereal no Brasil.
Além do trigo, a cevada também avança rapidamente, com 87% da área já semeada. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento inicial das lavouras, enquanto as colheitas das culturas de segunda safra seguem ganhando ritmo em diversas regiões paranaenses.
Colheita da segunda safra avança no estado
De acordo com o levantamento do Deral, a colheita do feijão de segunda safra já atingiu 93% da área cultivada, aproximando-se da conclusão. A batata alcançou 76% dos trabalhos de colheita, enquanto o milho segunda safra iniciou sua retirada dos campos, chegando a 3% da área total.
Apesar do avanço das operações, os resultados da safra de feijão apresentam variações entre as regiões produtoras. Segundo os técnicos do Deral, fatores climáticos registrados ao longo do ciclo impactaram parte das lavouras.
O excesso de chuvas, episódios de geadas e problemas fitossanitários relacionados à alta umidade afetaram tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos em algumas áreas. Por outro lado, o mercado começa a apresentar sinais de recuperação nos preços em determinadas regiões do estado.
Milho segunda safra mantém boas perspectivas
As lavouras de milho safrinha seguem em boas condições gerais. Grande parte das áreas encontra-se nas fases de frutificação, enchimento de grãos e início da maturação.
O relatório destaca que o excesso de umidade e a baixa incidência de luminosidade provocaram atrasos pontuais no desenvolvimento das plantas em algumas regiões. Além disso, a elevada umidade dos grãos ainda limita o avanço da colheita, que deve ganhar intensidade nas próximas semanas caso o clima permaneça favorável.
Os produtores também acompanham com atenção o risco de geadas em áreas que ainda se encontram em estágios mais sensíveis do desenvolvimento da cultura.
Trigo apresenta bom desenvolvimento e baixa incidência de pragas
Entre as culturas de inverno, o trigo segue como destaque. O plantio encontra-se em fase final ou já foi concluído na maior parte das regiões produtoras.
As lavouras apresentam bom vigor vegetativo, com áreas em estágio de perfilhamento e algumas já iniciando a floração. Segundo o Deral, as condições climáticas registradas até o momento têm favorecido o desenvolvimento da cultura.
Apesar do cenário positivo, produtores mantêm cautela em relação à expansão da área cultivada, influenciados por fatores de mercado e pelos riscos climáticos típicos da estação.
Outro ponto destacado no relatório é a baixa incidência de pragas até o momento, fator que contribui para as boas perspectivas produtivas da safra paranaense.
Cevada amplia área e avança para reta final do plantio
A cevada também registra desempenho positivo no Paraná. Com 87% da área já semeada, a cultura está próxima da conclusão do plantio em diversas regiões.
O Deral aponta que as condições climáticas favoreceram a emergência e o desenvolvimento inicial das plantas. Em algumas áreas, houve ampliação da área cultivada, impulsionada por contratos antecipados e incentivos do mercado.
Perspectivas para a safra de inverno
Com o trigo e a cevada avançando para a fase de desenvolvimento vegetativo e as colheitas de segunda safra ganhando ritmo, o Paraná segue consolidando sua posição como uma das principais potências agrícolas do país.
As próximas semanas serão decisivas para a definição do potencial produtivo das culturas de inverno, especialmente diante da possibilidade de geadas e das condições climáticas que influenciarão o enchimento de grãos e a produtividade final das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Selic deve encerrar 2026 em 14% e pressiona custo do crédito no agronegócio, aponta Rabobank
A taxa Selic pode encerrar 2026 em um patamar mais elevado do que o esperado anteriormente. Segundo revisão do Rabobank, a estimativa subiu de 13,25% para 14%, em meio a um cenário de inflação persistente e incertezas no ambiente macroeconômico brasileiro.
A atualização considera os sinais mais recentes divulgados na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e no Relatório de Política Monetária, que indicam uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das pressões inflacionárias.
Espaço mais limitado para cortes de juros
A revisão reforça a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária tende a ser mais gradual do que o previsto anteriormente. Embora cortes de juros tenham ocorrido nos últimos meses, o ambiente inflacionário ainda exige cautela.
Entre os principais fatores de pressão estão:
- Preços de alimentos ainda voláteis
- Oscilações no mercado de energia
- Incertezas no comportamento das commodities globais
- Desancoragem das expectativas de inflação
Segundo o Rabobank, o Banco Central deve manter uma postura restritiva por mais tempo para garantir a convergência da inflação à meta, o que limita o espaço para reduções mais agressivas da Selic.
Crédito rural deve seguir mais caro e seletivo
Para o agronegócio, a manutenção da Selic em níveis elevados implica custo de financiamento ainda pressionado. Linhas de crédito rural atreladas ao mercado financeiro, operações estruturadas como CPRs financeiras, barter e financiamentos privados tendem a refletir diretamente esse ambiente.
Na prática, o cenário exige maior disciplina financeira dos produtores, com atenção redobrada ao fluxo de caixa, rolagem de dívidas e planejamento de investimentos.
Câmbio pode ter menor volatilidade, mas riscos persistem
Por outro lado, juros mais altos tendem a oferecer suporte ao real, reduzindo parte da volatilidade cambial. Esse fator pode beneficiar cadeias exportadoras do agronegócio, como soja, milho, café, algodão, açúcar e proteínas animais.
A estabilidade do câmbio contribui para previsibilidade na formação de preços e nas estratégias de comercialização, embora o mercado externo continue sendo determinante para as cotações internacionais.
Gestão e eficiência ganham ainda mais importância
Com a perspectiva de Selic elevada até o fim de 2026, especialistas avaliam que o ambiente seguirá desafiador para expansão do crédito e investimento no campo.
Nesse contexto, ganham destaque estratégias como:
- Gestão rigorosa de custos de produção
- Reestruturação e alongamento de dívidas
- Proteção financeira contra oscilações de mercado
- Aumento da eficiência operacional nas propriedades
O cenário reforça que, em um ambiente de crédito mais caro por mais tempo, a gestão financeira se torna um dos principais fatores de competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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