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Entre rosas e recomeços: Ação do Judiciário leva acolhimento e informação para vítimas de violência doméstica
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“Mesmo quando situações difíceis tentam esvaziar o coração, o apoio certo permite o florescer de uma nova história”, diz desembargadora
Na manhã desta sexta-feira, 13, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência e do Centro de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavi), realizou uma palestra para mulheres acolhidas na Casa Abrigo Mãe da Mata e para as assistidas pela Casa Rosa Mulher, em Rio Branco.
A desembargadora Regina Ferrari ofereceu apoio emocional e falou sobre saúde mental. Na abertura do evento, ela trouxe reflexões sobre desapego, interrupção de pensamentos negativos e o despertar para novas fases da vida.
“Vocês não são o que aconteceu com vocês. Vocês são o que decidiram ser”, declarou.

A manhã foi marcada por diálogo e pelo fortalecimento da rede de proteção. Muitas das participantes estão com processos de violência doméstica em andamento e já conheciam a titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher, juíza Louise Santana.
“Algumas de vocês já têm medidas protetivas. Medidas protetivas salvam vidas. Em 2025, 14 mulheres foram vítimas de feminicídio no Acre. Cerca de 90% delas não tinham medida protetiva. E algumas que tinham mantinham contato com o agressor, ou seja, relativizavam a medida protetiva”, ressaltou a magistrada.
Nesse sentido, a juíza explicou os direitos disponíveis às vítimas de violência doméstica, a prioridade que elas possuem em atendimentos e também reforçou a importância do aplicativo SOS Mulher e o funcionamento do Botão do Pânico.
Em seguida, a assistente social do TJAC, Luana Albuquerque, e a psicóloga Suzye Nunes abordaram o tema do ciclo da violência doméstica. Por meio de situações reais, elas explicaram as diferentes fases de tensão e as diversas formas de violência.
“Se o companheiro proíbe a mulher de tomar anticoncepcional ou impede que ela faça laqueadura, isso também é um exemplo de violência sexual”, exemplificaram.




Situações difíceis tentam esvaziar a esperança
Fabiana Gomes tem 43 anos de idade e sofreu abuso sexual quando tinha 17. “Eu faço acompanhamento na Casa Rosa Mulher há cinco anos. Os meus problemas psicológicos e emocionais estavam travando minha vida e aqui fui bem acolhida. Então, eu vinha frequentando semana sim, semana não, mas quando não vinha sentia uma piora. A ansiedade e depressão voltavam. Aqui já fiz dois cursos e com esse acompanhamento vou me sentindo melhor, igual o dia de hoje, que foi muito bom”, contou.
Adaíres Lanes é paraplégica, tem 55 anos e está com um processo em andamento por violência doméstica. Ela narrou que até a comunicação com família era controlada pelo ex-marido, por isso só poderia falar com parentes no viva voz e então ninguém sabia o que ela estava passando.
“Em agosto de 2022, eu me casei em Capixaba e vivi com esse esposo por dois anos e 11 meses precisamente. Durante esse período, sofri agressões psicológicas – de todo tipo que você puder imaginar – e também patrimonial e cárcere privado. Até que um dia eu tive que ir na Defensoria Pública por causa de um problema no meu benefício e lá consegui denunciar. No dia seguinte, uma diligência do Tribunal estava na porta da minha casa para me resgatar. Foi assim que passei a ter o atendimento da Casa Rosa Mulher. Desde que passei por aquele portão, fui muito bem atendida. Estou fazendo terapia e posso dizer que estou 90% melhor. Rompi o ciclo de violência. Não tive medo. Minha vó e minha mãe sofreram violência doméstica até os maridos morrerem, mas quebrei esse ciclo e não quero mais isso para minha vida”, contou Adaíres.


Entre Rosas e Recomeços
A atividade desta sexta-feira foi denominada “Entre rosas e recomeços” e integra a programação da Semana Justiça pela Paz em Casa e do Mês da Mulher do TJAC.
Ao final do encontro, foi realizada uma dinâmica em que as participantes foram convidadas a escrever sobre seus recomeços e decisões de vida. Os relatos irão compor um mural no Ceavi.
Ainda durante a agenda, a desembargadora Regina Ferrari e a juíza Louise Santana conheceram os atendimentos oferecidos na Casa Rosa Mulher, que incluem assistência social, orientação jurídica, atendimento psicológico, espaços para capacitação e brinquedoteca.







Fotos: Wellington Vidal – estagiário sob supervisão.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
No Mês do Meio Ambiente, TJAC lança novas ações de proteção à Amazônia
As iniciativas têm foco no engajamento coletivo, para comemorar o Mês do Meio Ambiente com práticas sustentáveis e contínuas
Comemorando o Mês do Meio Ambiente, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lançou nesta quinta-feira, 11 a Cartilha Sustentável, realizou a instalação do Ponto Verde e a premiação dos vencedores do Selo Verde no auditório da Escola do Poder Judiciário.
A coordenadora de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, ressaltou o fortalecimento das políticas institucionais. “É um grande desafio planejar, mobilizar, sensibilizar e convencer as pessoas sobre a temática ambiental. Mas isso significa investir na nossa qualidade de vida e em uma gestão pública de excelência. É necessária a capacidade de unir pessoas e buscar instituições para conectar a um propósito comum de proteger a Amazônia ”, ressaltou.




“Muitas mãos, Único Destino: Um Planeta em Equilíbrio” é o título da cartilha lançada, que possui como protagonista uma cutia, roedor fundamental para o ecossistema amazônico. O animal possui a capacidade de romper com seus dentes os ouriços das castanheiras e os estoca em esconderijos para se alimentar posteriormente. Essa dispersão natural é responsável por parte da sobrevivência e regeneração da floresta. Portanto, o mascote ganhou o título de agente ambiental.
Contudo, a cartilha também apresenta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), curiosidades, dicas de consumo consciente, além de informações sobre gestão e redução dos resíduos sólidos, coleta seletiva, descarbonização e bem-estar.


Já o Ponto Verde é uma iniciativa voltada a melhoria da separação do lixo orgânico e reciclável. Simplificando a destinação correta dos resíduos em duas opções, a ideia é ampliar a adesão dos servidores a correta separação, assim favorecendo o encaminhamento dos recicláveis e dos orgânicos para decomposição. Conheça a boa prática.
Em seguida, foi apresentada a extensão do projeto Plantando o Futuro: “Vamos Tomar um Café em 2027?”. Além da entrega de mudas, ocorreu a homenagem aos colaboradores da iniciativa.
Confira a lista de homenageados:
- Adão Rocha da Silva
- Alexandre Rabelo da Silva
- Antônio Divino Pereira de Sousa
- Chrystian Brasil
- Edilson Araújo de Souza
- Erick Vitor Cavalcante da Costa
- Francisco de Castro de Souza
- Gelsimar Ferreira Mendes
- Gilson Monteiro Mariano
- Laceandro Carneiro Souza
- José Ferreira do Nascimento












Em seu pronunciamento, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância de espalhar sementes de engajamento. “Hoje nós temos que fazer uma reflexão muito importante: A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor época é hoje. Então, sempre é tempo de plantar e construir um legado para as gerações futuras”, declarou.

No encerramento, as três práticas vencedoras do Selo Verde foram premiadas.
1º Lugar – “Trilha da Sustentabilidade”, de autoria da servidora Bruna Fonseca de Souza
2º Lugar – “O Curupira Digital”, de autoria do servidor Allan Diego Almeida
3º Lugar – “Gamificação e Sustentabilidade”, de autoria de Bono Luy Maia
Também estavam presentes o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos, Carlos Maia; as defensoras públicas Flávia Nascimento e Juliana Caobianco; e o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho. O evento contou com recursos de acessibilidade, por meio da tradução de Libras.












Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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