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TJAC mobiliza ação para emissão de título de eleitor em unidades socioeducativas

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Iniciativa garantiu o documento eleitoral a 44 jovens socioeducandos e integra o projeto “Registre-se”, do Conselho Nacional da Justiça (CNJ)

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF), realizou no estado uma edição do programa “Registre-se! Eleitoral”. A ação ocorreu entre os dias 16 e 19 de março, nas unidades socioeducativas de Rio Branco, e possibilitou a emissão de títulos de eleitor para adolescentes e jovens em cumprimento de medida.

A iniciativa atendeu 44 adolescentes. Desse total, 42 pertencem a unidades masculinas: 17 do Centro Socioeducativo (CS) Aquiry, 14 do Acre e 11 do Santa Juliana, além de duas jovens do CS Mocinha Magalhães, unidade feminina. Todos têm entre 15 e 18 anos. A atividade incluiu também palestras e distribuição de materiais informativos sobre a importância do documento e do exercício do direito ao voto.

A edição do “Registre-se! Eleitoral” teve como objetivo ampliar o acesso à documentação básica para pessoas em situação de vulnerabilidade, nestes casos jovens em medida socioeducativa. A ação ocorreu de forma antecipada em relação à Semana Nacional do Registre-se!, que ocorre de 13 a 17 de abril, para viabilizar a participação da Justiça Eleitoral sem prejuízo de outras atividades relacionadas às eleições gerais.

A assessora técnica do programa Fazendo Justiça, Tárcia Brito, que acompanhou a ação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), destacou a importância da iniciativa. “É fundamental para o acesso às políticas públicas, à Rede de Proteção Social. Hoje, o título [de eleitor] garante cidadania e o exercício democrático”, afirmou.

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O presidente do Instituto Socioeducativo do Acre (ISE/AC), Mário César, ressaltou a parceria com o Tribunal de Justiça. Segundo ele, as instituições atuam há anos para garantir um processo de reeducação digno aos jovens que cometeram atos infracionais, com foco na proteção integral de direitos.

“É uma parceria que já vem há algum tempo. Sempre a Justiça aqui do nosso estado está abrindo portas para os jovens [socioeducandos]. Oferecer cidadania a eles é uma meta. Nenhum adolescente ou jovem sai da instituição [socioeducativa] sem documento”, garantiu.

O “Registre-se! Eleitoral” é uma ação do CNJ, executada por meio do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), com apoio técnico do programa Fazendo Justiça. A iniciativa conta com parceria da Corregedoria Nacional de Justiça e da Corregedoria-Geral Eleitoral. No Acre, teve articulação do TJAC, em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) e o Instituto Socioeducativo.

Articulação para novas medidas no socioeducativo

À tarde, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, recebeu a equipe responsável pelo “Registre-se! Eleitoral” no Acre para conhecer a ação e os números obtidos. Também debateu um possível acordo de cooperação entre o Sistema de Justiça e o Sistema Socioeducativo. A ideia é desenvolver um fluxo de trabalho para atender esses adolescentes em cumprimento de medida.

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Segundo a assessora técnica do programa Fazendo Justiça, Tárcia Brito, a instauração de procedimentos e estratégias no socioeducativo vai garantir cidadania, identificação civil e inclusão social. Tudo isso por meio do mapeamento de barreiras burocráticas e logísticas e da melhoria da emissão de documentos para esse público.

Quanto à proposta, o chefe do Judiciário acreano a considerou positiva e se colocou à disposição para discutir com as demais instituições. Ele reafirmou o empenho do TJAC em promover ações que atendam ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e ao Plano Pena Justa, medida de enfrentamento ao “estado de coisas inconstitucional” nas penitenciárias do Acre, assinada em agosto de 2025.

Participaram da reunião a consultora do programa Fazendo Justiça na área socioeducativa do Acre, Adriana Motter; a chefe do Departamento de Ações Socioeducativas do ISE, Karen Mugraby; a chefe de gabinete da Presidência, Ana Felisberto; e a secretária do Comitê de Políticas Penais, Adalcilene Pinheiro.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Presidente do TJAC defende uso responsável da inteligência artificial no Poder Judiciário em congresso jurídico

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Desembargador-presidente destacou a necessidade de preservar a atuação humana e manter o jurisdicionado no centro das decisões

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, afirmou que é necessário ter cautela no uso da inteligência artificial (IA), especialmente no Poder Judiciário. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 6, durante o painel “Os próximos passos da Justiça 20 anos após a Lei 11.419: o legado do Processo Eletrônico e a chegada da Inteligência Artificial”, no 10º Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.

“Não podemos deixar sempre que as agentes de IA façam tudo. É preciso termos algumas barreiras, para que o humano prevaleça”, declarou. O chefe do Judiciário acreano defendeu que a introdução de tecnologias na rotina judicial seja feita concomitantemente a uma mudança na cultura organizacional dos tribunais, para que “não se perca de vista o jurisdicionado”.

A fala do desembargador-presidente está alinhada aos recentes entendimentos sobre o tema, uma vez que se percebe cada vez mais a presença da IA no dia a dia, principalmente nos ambientes de trabalho, onde ela tem sido empregada em atividades ordinárias. Nesse sentido, o Poder Judiciário não seria indiferente a essa solução, que permite tornar o sistema jurídico mais eficiente.

Ele também falou da necessidade de órgãos públicos e empresas estarem alinhados aos interesses da sociedade. “Falo isso porque quando você, em qualquer organização, seja pública ou privada, começa a decidir os projetos institucionais a partir do seu cliente ou da pessoa que recebe um produto ou serviço, você consegue definir melhor e com mais segurança aquilo que você tem que pregar”, pontuou.

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Para o presidente do TJAC, é necessário que haja uma reflexão sobre o atual fluxo de trabalho no Poder Judiciário. “O que me parece é que muitos procedimentos não são pensados no cliente. A própria lei do processo civil, o processo penal não é pensada nisso. No pretexto de garantir o devido processo legal, mas que conta com inúmeras rotinas ou procedimentos que só serviriam para o tempo do papel e não o atual”, disse.

Segundo o desembargador, esse dilema acerca do uso da IA na rotina judicial lembra muito a época de transição dos processos físicos para os digitais, que foi exitosa. Laudivon considera que o real desafio agora é mudar o modo de agir e pensar sobre essas novas ferramentas, tornando-as instrumentos para que sejam garantidos os direitos de cidadãs e cidadãos.

Superada essa desconfiança com a IA, o presidente do TJAC acredita que será possível “entregar com segurança, dentro dos princípios funcionais, o devido processo legal, as garantias constitucionais, o contraditório, também defesa e a razoável duração do processo”, manifestou. Ele completou que, se bem empregada, essa tecnologia impede que o processo “seja demasiadamente demorado ou pesado”, concluiu.

O painel sobre a chegada da IA ao processo legal contou ainda com a participação do presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, e do presidente eleito do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), Pedro Nelson. A atividade teve a mediação do superintendente de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), André Praça.

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TJAC é destaque na aplicação de IA

Conforme o pronunciamento do presidente, o TJAC tem avançado na aplicação da IA em sua rotina e conseguido bons resultados. Tudo isso sem deixar de lado a necessária revisão, a segurança jurídica e a proteção de dados sensíveis, conforme estabelecem normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Lei Geral de Proteção de Dados (nº 13.709/2018).

Exemplo disso é a Assistente Digital Avançada (ADA), inteligência artificial desenvolvida pelo próprio Tribunal para apoiar magistradas e magistrados na prestação do serviço jurisdicional. A tecnologia foi apresentada na última edição da Expojud. Desta vez, está exposta a Humanize IA, solução que permite julgamentos mais qualificados e alinhados a parâmetros internacionais de direitos humanos.

O Judiciário acreano traz ainda o programa de Assistência à Saúde Mental, que concilia tecnologia e bem-estar; o projeto Magistrado Gestor, voltado à formação de juízas e juízes para assumirem cargos de liderança e administração dentro da gestão judiciária; e o Plantando o Futuro, iniciativa que prevê o plantio de 15 mil árvores em áreas degradadas de todo o Acre.

A Expojud ocorre até quinta-feira, 8, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), localizado no Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, em Brasília. O evento é considerado o maior congresso do sistema jurídico do país e reúne advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais das áreas de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.

Fotos: William Azevedo/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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