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Mercado de boi gordo reage e exportações seguem fortes impulsionadas pela China

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Em agosto, o boi gordo voltou a registrar alta, após pressões observadas em julho, com a arroba fechando a R$ 306,80 em São Paulo, segundo o indicador Cepea. O valor representa 2,3% de aumento em relação a julho de 2025 e 30,5% acima de agosto de 2024. A carcaça casada subiu de forma proporcional, mantendo o spread da indústria estável em 5,6% no mercado interno.

O bezerro, por sua vez, manteve-se estável em torno de R$ 2.850/cabeça, embora com valorização de 38% frente a agosto de 2024, refletindo custos maiores para reposição e engorda. No início de setembro, a arroba do boi foi negociada a R$ 312.

Exportações se mantêm fortes apesar de queda para os EUA

As exportações de carne bovina continuaram firmes, impulsionadas principalmente pela China, mesmo com redução nas vendas para os Estados Unidos. O volume total in natura embarcado em agosto foi de 268,6 mil toneladas, apenas 3% abaixo do recorde do mês anterior e 23,5% acima de agosto de 2024, com o acumulado anual crescendo 15%.

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As vendas para os EUA caíram de 12,7 mil para 6,4 mil toneladas, enquanto a China manteve 158 mil toneladas em cada mês. O preço médio de embarque subiu pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 5,6 mil/t, alta de 0,9% sobre julho.

Abates em Mato Grosso confirmam oferta robusta de gado

Em Mato Grosso, os abates em agosto somaram 660,7 mil cabeças, 1% acima de julho, com média diária 10% maior considerando os dias úteis. Comparado a agosto de 2024, o aumento foi de 4% na média diária. O percentual de fêmeas abatedoras subiu para 46%, frente a 42% em 2024, indicando oferta consistente de gado no principal estado produtor.

Perspectivas de curto prazo impulsionadas pelo mercado externo

O cenário para os próximos meses indica forte estímulo ao confinamento, especialmente em Mato Grosso, aliado à demanda chinesa firme, que deve sustentar os embarques mesmo com a redução das vendas para os EUA. Preços futuros atrativos e margens positivas na engorda intensiva reforçam a recomendação de proteção das boiadas via hedge, considerando a curva futura de R$ 320 em outubro a R$ 332 em dezembro de 2025.

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A manutenção do apetite chinês será determinante para o comportamento do mercado doméstico até o fim do ano. Internamente, a moderação econômica e o preço competitivo do frango podem influenciar o consumo de carne bovina.

Preços devem evoluir até dezembro

Caso a demanda externa se mantenha firme, a disponibilidade doméstica de carne deve permanecer em linha com o observado no final do ano passado, mesmo com abates superiores ao quarto trimestre de 2024. Com isso, os preços do boi no mercado físico devem continuar em tendência de alta até dezembro, garantindo oportunidades para produtores e confinadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CMN libera crédito de capital de giro para cooperativas de leite no Pronaf e reforça apoio à agricultura familiar

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CMN autoriza crédito emergencial para cooperativas de leite

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a liberação de uma linha de crédito para capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar que atuam na produção e processamento de leite.

A medida inclui, de forma temporária, essas cooperativas na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo o acesso a recursos para enfrentar dificuldades financeiras no curto prazo.

Objetivo é manter operações e evitar impactos no campo

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca garantir a continuidade das operações dessas cooperativas, consideradas estratégicas para o funcionamento da cadeia leiteira.

Sem o apoio financeiro, o setor poderia enfrentar:

  • Atrasos no pagamento aos produtores
  • Redução da captação e processamento de leite
  • Interrupções nas atividades industriais
  • Perda de empregos no meio rural
Cooperativas têm papel central na renda da agricultura familiar

As cooperativas beneficiadas pela medida desempenham funções essenciais na economia rural, como:

  • Compra da produção de pequenos agricultores
  • Processamento de leite e derivados
  • Geração de renda para famílias no campo
  • Sustentação de economias locais
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Quem pode acessar a nova linha de crédito

A linha é destinada a cooperativas que:

  • Participam do Pronaf Agroindústria
  • Comprovem dificuldades financeiras de curto prazo em 2026

Estejam vinculadas a programas de gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como os do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Os financiamentos poderão ser contratados em uma ou mais instituições financeiras.

Condições de financiamento: juros, prazos e limites

A linha de crédito apresenta condições específicas para facilitar o acesso e garantir fôlego financeiro às cooperativas:

  • Prazo total: até 6 anos para pagamento
  • Carência: até 1 ano
  • Taxa de juros: 8% ao ano
  • Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões
  • Limite por cooperado: até R$ 90 mil
  • Prazo para contratação vai até junho de 2026

A autorização para acesso à linha de capital de giro é temporária. As cooperativas poderão contratar os financiamentos até 30 de junho de 2026.

Impactos esperados no setor leiteiro

Com o reforço de caixa, a expectativa do governo é:

  • Garantir a continuidade da compra de leite dos produtores
  • Evitar interrupções nas operações industriais
  • Preservar empregos no interior
  • Manter o abastecimento de alimentos
  • Sustentar a renda de famílias da agricultura familiar
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A decisão do CMN reforça o papel do crédito rural como instrumento estratégico para estabilizar cadeias produtivas essenciais, como a do leite, assegurando a continuidade das atividades e reduzindo os impactos de curto prazo sobre produtores e cooperativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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