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Mercado Avícola Tem Cenário Misto: Preço do Frango Cai Pelo Terceiro Mês, Enquanto Ovos Registram Alta de Até 28%

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O mercado de proteínas avícolas iniciou o ano com tendências opostas. Enquanto os preços do frango seguem em queda pelo terceiro mês consecutivo, voltando aos níveis registrados durante o surto de gripe aviária em 2025, o setor de ovos apresenta recuperação, com altas expressivas de até 28% em algumas regiões do país.

As informações são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Frango recua com demanda interna enfraquecida

Em janeiro, o preço médio do frango congelado recuou novamente, pressionado principalmente pela baixa demanda no mercado doméstico. Mesmo com as exportações mantendo bom desempenho, a redução do consumo interno — típica do início do ano — impactou as cotações.

De acordo com o Cepea, na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registrou média de R$ 7,36/kg em janeiro, queda de 4,5% em relação a dezembro. O valor é semelhante ao observado em junho de 2025, quando o produto foi negociado a R$ 7,47/kg, período marcado pela instabilidade causada pelos casos de gripe aviária.

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Pesquisadores destacam que o início do ano costuma apresentar retração nas compras, devido ao menor poder de compra da população e às despesas sazonais, como impostos e materiais escolares. A desvalorização, segundo o Cepea, atingiu praticamente todos os produtos avícolas monitorados.

Ovos se valorizam com oferta limitada e aumento nas vendas

Em contrapartida, o mercado de ovos registra avanço consistente nas últimas semanas. Os preços da proteína subiram pela segunda semana consecutiva, com altas de até 28% em diferentes regiões acompanhadas pelo Cepea.

O movimento de recuperação é resultado da oferta interna reduzida e do aumento no fluxo de vendas, impulsionado pelo recebimento de salários no início do mês. Em algumas localidades, produtores relatam dificuldades para atender à demanda crescente.

Os pesquisadores do Cepea explicam que esse cenário de equilíbrio entre estoques ajustados e procura aquecida permitiu novos reajustes nos preços. A valorização representa uma retomada importante para o setor, que acumulava quedas desde setembro do ano passado, intensificadas no fim de dezembro e início de 2026.

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Tendências e desafios para o setor avícola

A combinação de queda no preço do frango e alta no valor dos ovos reflete o momento de transição no mercado avícola brasileiro. Enquanto o consumo de carne de frango é afetado pela sazonalidade e pelas condições econômicas das famílias, a menor disponibilidade de ovos contribui para a valorização dessa proteína alternativa.

Especialistas apontam que os próximos meses serão decisivos para o equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente à medida que o consumo interno se recupera e o setor ajusta sua produção para atender ao mercado nacional e às exportações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico

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O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.

Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história

O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.

A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.

Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras

Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.

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A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.

Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento

A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.

Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.

Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas

Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.

O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.

Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.

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Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.

As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.

Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior

Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.

Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.

“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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