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TJAC apresenta dados e propostas em audiência pública sobre violência contra a mulher

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Coordenadora das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), juíza de Direito Louise Santana destacou a atuação do Poder Judiciário e defendeu a adoção de ações de prevenção e combate para reduzir os casos em Rio Branco

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), participou da audiência pública com o tema “Câmara Municipal no Combate à Violência Contra a Mulher”. O encontro ocorreu nesta sexta-feira, 11, na Câmara de Vereadores de Rio Branco, e reuniu parlamentares e integrantes da rede de proteção.

A audiência teve como objetivo debater, com diferentes setores da sociedade, mecanismos e estratégias para a erradicação da violência doméstica e familiar em Rio Branco, além de apresentar o funcionamento atual da rede de acolhimento às vítimas. A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora da Cosiv, Louise Santana, representou o Poder Judiciário na ocasião.

A magistrada iniciou sua fala com a apresentação de dados estatísticos do Acre relacionados a crimes contra a mulher. Segundo ela, nos últimos anos, o estado vive uma epidemia. Conforme o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), houve aumento na concessão de medidas protetivas, de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025.

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Para a juíza, o crescimento dos registros indica não apenas o aumento dos casos, mas também maior disposição das vítimas em denunciar, impulsionada pela redução da tolerância ao abuso, ampliação do acesso à informação e fortalecimento das redes de proteção.

“Sempre existiu violência contra a mulher, a diferença é que agora nós [mulheres] estamos conseguindo entender melhor os caminhos [da denúncia], saber os nossos direitos, embora haja um número de mulheres que ainda não sabe”, disse.

A magistrada também apresentou medidas adotadas pelo Poder Judiciário no enfrentamento à violência contra a mulher. “O Acre, juntamente com Roraima, são os tribunais que mais rapidamente deferem uma medida protetiva. Em menos de um dia. 0,71 é o nosso índice [de tempo]. Hoje, o Acre está entre os tribunais mais céleres no que se refere à violência contra a mulher, quando se trata de processo judicial. Isso adianta como resposta à vítima, às partes e à sociedade”.

A coordenadora ressaltou ainda a importância de as instituições desenvolverem iniciativas voltadas tanto às vítimas quanto aos agressores. “Nós não queremos ficar aqui só no discurso. Queremos que desta reunião saiam encaminhamentos que sejam executados depois”. Nesse contexto, ela defendeu a criação de grupos reflexivos no município de Rio Branco.

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Fotos: João Marcos Amorim/ ProdutoraLup

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC unifica campanhas e intensifica ações para o Mês da Infância Protegida em maio

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Iniciativa integra o Maio Laranja ao calendário nacional do CNJ com foco em mutirões de depoimentos especiais e agilidade processual

Em reunião conduzida pela Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj) nesta quinta-feira, 23, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) definiu as diretrizes para a campanha Mês da Infância Protegida. A iniciativa, que ocorre entre os dias 3 e 18 de maio, unifica a tradicional campanha Maio Laranja às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visando priorizar o julgamento de processos e o combate à violência contra crianças e adolescentes.

A vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, e o Corregedor-Geral de Justiça, desembargador Nonato Maia, reforçaram a necessidade de engajamento total da magistratura. O objetivo central é a realização de mutirões de depoimento especial e a movimentação de feitos parados, garantindo a proteção integral e a celeridade jurisdicional.

“Nossa missão neste Maio Laranja é garantir que a prioridade absoluta da criança não seja apenas um texto legal, mas uma realidade processual, com agilidade nos julgamentos e acolhimento humanizado em cada depoimento especial realizado em nosso estado”, destacou a desembargadora Ferrari.

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Eixos de Atuação e Metas

A campanha deste ano será estruturada em três eixos principais:

  1. Atuação Jurisdicional: Realização intensiva de audiências de instrução, julgamentos e depoimentos especiais.
  2. Articulação Interinstitucional: Estreitamento de laços com os poderes Executivo e Legislativo para a criação de políticas públicas eficazes.
  3. Rede de Proteção: Diálogo direto com o Conselho Tutelar e instituições de ensino.

Durante o encontro, foi destacada a importância do uso do sistema de Business Intelligence (BI) para que cada magistrado identifique processos urgentes em suas unidades. 

Para viabilizar o volume de audiências, a Coordenadoria de Infância e Juventude (Cesen) informou que já está organizando o deslocamento de equipes multidisciplinares para as comarcas do interior. A orientação é que os juízes concentrem as pautas para maximizar o suporte técnico.

Outro ponto debatido foi a infraestrutura das salas de depoimento especial. O Tribunal já realizou um diagnóstico das fragilidades acústicas e tecnológicas das unidades, com planos de melhorias contínuas para garantir um ambiente seguro e acolhedor para as vítimas.

A Corregedoria estabeleceu o prazo imediato para que as unidades judiciárias enviem suas pautas de audiências. O envio desses dados é fundamental não apenas para a organização logística, mas também para alimentar os indicadores de produtividade exigidos pelo CNJ.

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Agenda de Eventos

Além dos mutirões processuais, o TJAC programou ações de conscientização:

  • 04 de maio: Lançamento oficial da campanha às 9h, no Palácio da Justiça.
  • 11 de maio: Webinário técnico para representantes das comarcas.
  • 18 de maio: Abertura da 14ª edição do projeto ECA na Comunidade em unidade escolar de Rio Branco.
  • Iluminação Institucional: Prédios do Judiciário serão iluminados na cor laranja em alusão à causa.

A reunião foi encerrada com um chamado à ação para que todos os magistrados documentem as atividades e reuniões com a rede de apoio local, transformando o mês de maio em um marco de proteção e justiça para a infância no Acre.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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