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Carta do setor reforça sustentabilidade e economia

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O Brasil tem um rebanho bovino de 224,6 milhões de cabeças e lidera a produção e exportação mundial de carne bovina, movimentando aproximadamente R$ 478 bilhões anuais (dados de 2024). Esse é o peso de uma carta lançada essa semana em Brasília, assinada por criadores de gado de diferentes regiões do país, que compõem o movimento Pecuária Tropical pelo Clima. O documento apresenta uma série de compromissos para tornar a produção de bovinos mais sustentável, conciliando eficiência econômica e preservação ambiental.

Entre os compromissos destacados, estão o fortalecimento da economia local, a recuperação de áreas degradadas, a adoção de práticas de baixa emissão e a garantia de rastreabilidade confiável, visando transparência e acesso a mercados que valorizem produtos sustentáveis. O movimento enfatiza que o setor deseja contar sua própria história, mostrando que a pecuária tropical pode ser produtiva e ambientalmente responsável ao mesmo tempo.

Os criadores também apontam desafios que ainda precisam ser superados, incluindo falta de infraestrutura adequada, insegurança jurídica e barreiras comerciais que dificultam a expansão das exportações. Para eles, a adoção de métricas específicas para a pecuária tropical é essencial, permitindo políticas públicas alinhadas à realidade do setor e evitando decisões baseadas em dados que não refletem o contexto brasileiro.

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“O compromisso é com uma pecuária que gere riqueza, respeite o meio ambiente e contribua para a competitividade do país”, afirmam os signatários da carta. Segundo especialistas, o Brasil tem potencial para aumentar a produtividade sem expandir a área de pastagem, utilizando tecnologia e boas práticas de manejo, consolidando sua posição no mercado global de carne bovina.

Leia o documento na íntegra, clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Unesp desenvolve nova abordagem para nanoherbicidas mais eficientes e sustentáveis no controle de plantas daninhas

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) propuseram uma nova abordagem científica para o desenvolvimento de nanoherbicidas, com foco em maior eficiência agronômica e sustentabilidade ambiental. O estudo, conduzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável, sugere inverter a lógica tradicional de criação desses insumos, colocando as características das plantas daninhas no centro do processo.

A proposta foi publicada na revista científica Nature Reviews Methods Primers e representa um avanço relevante para o manejo de invasoras que impactam diretamente a produtividade agrícola no Brasil.

Plantas daninhas seguem como desafio no campo

Espécies como caruru, capim-azevém e capim-pé-de-galinha estão entre as principais ameaças às lavouras, podendo reduzir em cerca de 15% a produtividade de grãos, mesmo em áreas com manejo.

Esse cenário tem impulsionado a busca por soluções mais eficientes, como os nanoherbicidas — tecnologia que permite a liberação controlada e direcionada de ingredientes ativos, aumentando a absorção pelas plantas e reduzindo o volume aplicado.

Novo conceito melhora eficiência dos nanoherbicidas

Atualmente, o desenvolvimento de nanoherbicidas é baseado principalmente nas propriedades dos materiais utilizados. A nova proposta da Unesp, chamada de Plant-informed nanodesign (PIND), muda esse paradigma ao priorizar as características biológicas das plantas-alvo.

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Na prática, isso significa desenvolver nanopartículas específicas para cada espécie daninha, aumentando a eficácia do controle e reduzindo perdas.

Caracterização detalhada das plantas orienta tecnologia

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores realizam análises aprofundadas das plantas invasoras, considerando fatores como:

  • Espessura e tamanho das folhas
  • Quantidade de estômatos
  • Espessura da cutícula
  • Presença de tricomas
  • Rugosidade da superfície foliar

Essas informações permitem projetar nanopartículas mais aderentes e eficientes na absorção dos herbicidas.

Tecnologia alia produtividade e sustentabilidade

As análises utilizam técnicas avançadas, como microscopia confocal e microscopia eletrônica de varredura, que permitem observar estruturas microscópicas com alta precisão.

O objetivo é desenvolver soluções que aumentem a eficiência do controle de plantas daninhas, reduzam o uso de insumos químicos e minimizem impactos ambientais — uma demanda crescente no agronegócio brasileiro.

Inovação fortalece agricultura de precisão

A nova metodologia reforça o papel da nanotecnologia na agricultura de precisão e na transição para sistemas produtivos mais sustentáveis. Ao alinhar ciência, inovação e eficiência no campo, a proposta da Unesp abre caminho para uma nova geração de defensivos agrícolas mais inteligentes e adaptados às condições reais das lavouras.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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