RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

Juizado Especial Criminal começa a receber novos processos pelo eproc

Publicados

TJ AC

Concretizando a penúltima etapa de implantação do novo sistema de tramitação de processos, os Juizados Especiais Criminais de Rio Branco passam a receber as ações pelo eproc. Esta foi a primeira unidade com competência criminal a começar a utilizar o sistema

Dando um passo importante na modernização e na melhoria da tramitação dos processos, a Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou a penúltima etapa do cronograma de implantação do eproc, com a utilização do sistema nos Juizados Especiais Criminais da Comarca de Rio Branco a partir desta quinta-feira, 12, para todos os novos processos que chegarem à unidade.

Para marcar a ocasião, foi realizada uma reunião por videoconferência entre o desembargador-presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, servidoras e servidores da unidade, com a participação da juíza de Direito Louise Santana (auxiliar da Presidência e coordenadora-geral da implantação do eproc) e dos juízes Cloves Ferreira (auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Acre) e Gilberto Matos (titular do Juizado Especial Criminal). Também participaram integrantes da equipe de gestão do eproc e secretários da administração do TJAC.

O presidente do TJAC resgatou as etapas da implantação, lembrando que houve uma fase de testes em janeiro de 2025 no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e que, posteriormente, o sistema passou a ser adotado gradativamente nas unidades da área cível. Laudivon destacou que a mudança de sistema busca ampliar a automatização e reduzir fluxos de trabalho, o que permite que servidoras e servidores tenham maior eficiência nas atividades e consigam atender a população com mais agilidade.

“Foi um avanço sairmos do processo físico para o digital. Agora estamos avançando para um processo eletrônico com automação plena. Podemos utilizar inteligência artificial, automatizar rotinas com robôs e, para isso, é fundamental o engajamento de todos nesse projeto, abraçando-o como seu, porque ninguém faz nada sozinho. Com cada um dando sua contribuição, poderemos alcançar o êxito. A construção coletiva é o que há de mais bonito nesse projeto. As equipes que mais inovaram e que mais buscaram as ferramentas de automação dentro do eproc são justamente aquelas que produzem mais, que conseguem atender melhor e colocar o jurisdicionado em primeiro lugar”, disse Nogueira.

Leia Também:  GMF discute política antimanicomial com os municípios de Cruzeiro do Sul e Tarauacá

A juíza Louise Santana, coordenadora-geral de implantação do eproc, fez uma apresentação sobre as principais dúvidas, abordou as próximas etapas e pediu a colaboração de todos. “Estamos pensando na modernização do nosso Sistema de Justiça como um todo. Hoje, cerca de 70% dos processos na Justiça brasileira tramitam no eproc. Esta é a primeira competência criminal que estamos trazendo para o sistema. A partir de agora, estamos concluindo testes, realizando atualizações e analisando fluxos de trabalho para avançarmos até as varas criminais. Peço a colaboração de todos para seguirmos com o objetivo do eproc, que é evoluir sempre”, comentou Santana.

Próximas etapas

O eproc já está sendo utilizado em Rio Branco e em todo o interior nas áreas Cíveis, Família, Cejusc, Execução Fiscal, Fazenda Pública, Registros Públicos, Órfãos e Sucessões, Cartas Precatórias Cíveis e nas varas da Infância e da Juventude.

A próxima etapa ocorrerá no dia 16 de abril, quando todas as varas criminais, especializadas e genéricas, além da Vara do Juiz de Garantias, passarão a operar com o eproc. Com isso, será finalizada a fase de implantação do sistema e o foco passará a ser a migração dos processos antigos para o novo ambiente digital.

Boas experiências e expectativas

Para o juiz titular da unidade, Gilberto Matos, a expectativa é dar continuidade ao processo de modernização para garantir atendimento cada vez mais eficiente e ágil à população.

“Esse tipo de reunião, com a presença do senhor, presidente, dos secretários do Tribunal e da equipe de gestão, demonstra a importância e o apoio que o Tribunal de Justiça tem dado a esse processo. Gera, sim, um frio na barriga e até um receio de perder produtividade nesse início, mas posso dizer que as expectativas são boas pelos relatos que temos ouvido de quem já utiliza o sistema”, afirmou Matos.

Leia Também:  TJAC faz balanço da gestão e inicia alinhamento estratégico para 2026

Durante o encontro, a servidora Adriana Barros, dos Juizados Especiais Cíveis, compartilhou a experiência da implantação do eproc na unidade, destacando a redução de filas e a simplificação dos fluxos de trabalho.

“Foi uma experiência única. Fizemos a transição de forma gradual e tranquila, e a equipe de implantação nos deixou muito seguros. No início ficamos receosos, achando que não conseguiríamos nos adaptar. Mas, com o passar do tempo e o uso do sistema, percebemos que é fácil de operar e agiliza muito o trabalho. Hoje já temos cerca de 1.600 processos nos Juizados Especiais e conseguimos arquivar 500 deles. Tudo acontece de forma muito rápida. No começo é tudo novo e há resistência, mas depois percebemos que é possível e que é melhor”, destacou Barros.

O juiz Cloves Ferreira, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (Coger), também incentivou servidoras e servidores a aderirem ao sistema com confiança.

“Não tenham medo do eproc. Nós já passamos da datilografia para a digitação. Quando o SAJ surgiu, também houve temor. Muitas pessoas diziam que queriam ver o processo físico, que era mais rápido escrever à mão ou datilografar. Na época digitalizamos o processo, mas não o tornamos verdadeiramente eletrônico — apenas mudamos os armários e as mesas de lugar. Agora surge o eproc, que é um sistema totalmente eletrônico. Não é mais necessário certificar decurso de prazo, pois o próprio sistema faz isso automaticamente. Ele lê o pedido, executa as rotinas e permite uma tramitação muito mais rápida. Eu acredito muito no eproc e estou esperançoso de que essa iniciativa será excelente para o nosso Tribunal de Justiça. O novo pode até assustar no início, mas é sempre sinal de vida e evolução”, ressaltou Ferreira.

Fotos Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

TJAC enfrenta barreiras históricas e garante documentos a pessoas em situação de rua em Rio Branco

Publicados

em

Por

Iniciativa do Judiciário acreano levou atendimento humanizado e serviços essenciais; ação reuniu diversos órgãos públicos em um único local e previu atender cerca de 300 pessoas

Garantir o registro civil para pessoas em situação de rua: esse foi o objetivo do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) com o 4º Mutirão PopRuaJud. A ação ocorreu nesta segunda-feira, 4 de maio, das 9h às 17h, no Colégio Barão do Rio Branco (CEBRB), em Rio Branco. Durante a programação, foram ofertados serviços judiciais, de cidadania e atendimentos de saúde.

A iniciativa integra a Política Nacional Judicial de Atenção a Pessoas em Situação de Rua (PopRuaJud), instituída pela Resolução nº 425 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ideia desse trabalho é reduzir barreiras históricas enfrentadas por essa população no acesso a serviços públicos. O TJAC busca oferecer atendimento humanizado, simplificado e ágil, com serviços concentrados em um único espaço.

Ao longo do dia, a expectativa é atender cerca de 300 pessoas, com a prestação de diversos serviços, como emissão de documentos (1ª e 2ª vias), orientação jurídica, concessão de benefício previdenciário, atualização cadastral em programas sociais, assistência médica e odontológica, testes rápidos e vacinação, além de atendimentos nas áreas de assistência social e empregabilidade.

Política pública estruturada

A desembargadora Waldirene Cordeiro, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), acompanhou os trabalhos. À imprensa, a magistrada destacou a importância da documentação para o acesso a direitos fundamentais, como o voto. “A maioria tem identificação, mas acaba perdendo. Precisam de apoio. É isso que o Tribunal de Justiça e o TRE-AC fazem: auxiliar sempre”, afirmou.

Leia Também:  Desembargador Luís Camolez é homenageado com a Medalha dos(as) Fundadores(as) do Copedem

Segundo a coordenadora do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional (Commi), juíza Isabelle Sacramento, responsável pelo mutirão PopRuaJud, a realização da iniciativa representa uma política pública estruturada, voltada à inclusão social e à emancipação da população em situação de rua. “É um olhar mais atento da Administração do Tribunal de Justiça frente a essas pessoas”, disse.

A coordenadora também destacou os esforços do Judiciário acreano para interiorizar essa política. Ela mencionou o primeiro mutirão voltado a pessoas em situação de rua no interior do estado. “Inicialmente, todos os eventos foram realizados em Rio Branco, mas, a partir de sexta-feira [8 de maio], começamos a expandir esses horizontes”, ressaltou.

Para a coordenadora de Apoio aos Programas Sociais (Coaps), Isnailda Silva, a ação social possibilita que essas pessoas reconstruam suas histórias com o auxílio da Justiça, sensível às necessidades e particularidades de cada indivíduo. “Já tivemos casos de pessoas que tinham direito a benefício previdenciário e que, através do PopRuaJud, saíram com esse benefício garantido”, destacou.

“Ser uma nova pessoa para sociedade”

O representante do Movimento Acreano das Pessoas em Situação de Rua (MAPSIR), Rudson Nunes, agradeceu a realização da ação. Ele mencionou a atenção do Poder Judiciário em relação às demandas desse público. “Continua sendo um dos nossos grandes parceiros. A Justiça foi o primeiro dos três poderes a olhar com sensibilidade para as pessoas em situação de rua”, afirmou.

Leia Também:  Estágio: Editais convocam candidatos para a entrega de documentos

Carlos Augusto, de 37 anos, procurou o mutirão para emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN). Ele relatou que está em tratamento para dependência de substâncias há quatro meses, em uma comunidade terapêutica, e que em breve deve receber alta. Como parte dessa nova etapa, decidiu buscar o serviço para regularizar seus documentos.

“Foi muito útil para mim ter vindo aqui [no mutirão], eu já consegui [minha identidade]; agora é só ir buscar no dia certo. Quero começar com o pé direito, esquecer as questões de drogadição, poder andar de cabeça erguida nas ruas, ser uma nova pessoa para a sociedade, sem dar trabalho nem prejuízo às pessoas. Viver uma vida normal como cidadão de bem”, garantiu Carlos.

Parceiros

O 4º Mutirão PopRuaJud contou com o apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), da Defensoria Pública da União (DPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), do Governo do Estado e da Prefeitura de Rio Branco.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA