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TJAC amplia acesso à Justiça com adoção de plataforma de intérprete de Libras online

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Serviço será disponibilizado em todas as comarcas e unidades do estado. Basta apontar o celular para o cartaz com QR Code e aguardar o atendimento na plataforma com a intérprete que fará a tradução da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as servidoras e servidores da Justiça

Com a missão de garantir que toda pessoa possa acessar os serviços do Judiciário, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) adotou a plataforma de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) online, chamada Icom. Dessa forma, todas as comarcas e unidades do estado terão um cartaz com QR Code, e a cidadã e o cidadão poderão acessar o serviço para se comunicar nos balcões de atendimento.

A apresentação da ferramenta foi realizada nesta terça-feira, 11, por meio de videochamada com a participação do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, da juíza auxiliar da Presidência Zenice Cardozo, e da equipe gestora do projeto, o secretário-geral, José Carlos Martins, e a secretária de Infraestrutura e Atendimento ao Usuário, Ana Paula Carrilho, bem como de servidoras e servidores do Portal de Acolhimento e das comarcas do interior.

Para o desembargador-presidente do TJAC, a contratação representa um avanço na prestação do serviço público e amplia o acesso à Justiça, pois pessoas surdas poderão se comunicar com servidoras e servidores do Judiciário por meio da plataforma. “É mais um projeto de inclusão. Temos cinco eixos na gestão: infraestrutura, governança, tecnologia, gestão de pessoas e o principal, de priorização do jurisdicionado. O cidadão, a cidadã tem que estar em primeiro lugar. Tudo o que fazemos é para as pessoas e, para isso, temos que garantir a acessibilidade, o acesso à Justiça. É inadmissível que o Judiciário não garanta acesso para pessoas que não escutam”, comentou Nogueira.

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Como funciona?

Qualquer pessoa que necessitar do atendimento ao chegar aos fóruns deverá apontar o celular para um cartaz com o QR Code da plataforma. A cidadã e o cidadão podem utilizar o sinal de internet do fórum onde estão. Após acessar o link, a pessoa passará por uma fila de espera para falar com um intérprete de Libras por videochamada. Em seguida, o profissional intérprete faz a tradução da Libras para o português, e assim a pessoa no balcão do fórum realizará o encaminhamento devido.

O tempo para um intérprete ser direcionado para conversar com a cidadã ou o cidadão é de, no máximo, 90 segundos, conforme explicou a representante da empresa contratada para fornecer o serviço ao Judiciário acreano, Andrea Venancino.

Atendimento inicial

A plataforma pode ser utilizada 24 horas por dia, todos os dias da semana, cobrindo plantões, fins de semana e feriados. Contudo, para audiências e sessões de julgamento, permanece sendo feita a contratação de intérpretes de Libras por meio do sistema de Cadastro Eletrônico de Peritos, Órgãos Técnicos ou Científicos, Administradores Judiciais e Auxiliares da Justiça (CPTEC).

A secretária de Infraestrutura falou sobre a alegria de dar mais esse passo que chega até pessoas que são surdas: “É um dos projetos que mais dignifica o nosso trabalho, porque chega até as pessoas que não têm acesso. É um serviço fácil, via internet, disponível 24 horas, para atender feriados e plantões. A Justiça não para e os serviços de tradução em Libras também não.”

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Servir melhor

O propósito principal da ferramenta é servir melhor as pessoas, como destacou o secretário-geral do TJAC, José Carlos Martins: “Esse projeto tem um objetivo maior: cumprir o MEG, o Modelo de Excelência na Gestão, e a melhoria do atendimento ao público externo. Estamos buscando implementar ações para melhorar esse atendimento, demonstrar que o jurisdicionado está em primeiro lugar. Esse é um projeto inovador.”

Mas o presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, alertou que a ferramenta só será efetiva se a equipe estiver comprometida em auxiliar e atender com cuidado cada pessoa que procura o Judiciário. O magistrado convidou os servidores e as servidoras a refletirem sobre sua atuação no acolhimento:

“Não adianta ferramenta tecnológica se o cuidado no atendimento não existe. Nós existimos para prestar serviços às pessoas. É essa oportunidade que temos de melhorar, atender melhor as pessoas. Nós não podemos deixar as pessoas esperando para serem atendidas, porque quem busca o Judiciário está em uma emergência ou urgência, não está bem e não podemos deixar essas pessoas alongando seu sentimento de dor, sua angústia. São passos pequenos, passos para continuar colocando a cidadã e o cidadão no centro de todas as nossas ações e decisões. Temos um corpo funcional de servidores e magistrados aguerridos que estarão envolvidos nesse projeto.”

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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De pai para filha: o legado de dedicação que une gerações de servidores no Judiciário

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Especial mostra como a trajetória de um oficial de Justiça inspirou a filha a construir carreira no tribunal acreano

Nesse Dia dos Pais, a história da servidora Alicia Thais comprova como a figura paterna é marcante na vida de uma filha. Ela conta que na época dos estudos, seu pai, o oficial de Justiça Cleido Rodrigues, deu-lhe o cordão do seu crachá: “Lembro que o pai me deu um cordãozinho desses, do crachá. Ele sabia que ia dar certo, como inspiração e como motivação, para que eu, um dia, vivesse essa realidade que estou vivendo hoje”, conta segurando as lágrimas.

Cleido passou no concurso do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em 1988, quando tinha 19 anos de idade. “Desde que comecei a me entender como gente, já estava no Judiciário. Isso possibilitou ver de uma forma legal a aplicação da lei. Inicialmente, trabalhava no setor de pessoal, depois na Vara de Família, onde passei um longo tempo. Sempre gostei da função de oficial de Justiça. Aí, com a maturidade, resolvi fazer [o curso de] Direito. Me formei em 2011, salvo engano. Depois veio a fase da OAB, fui aprovado no 15º Exame e segui avançando. No dia 10 de janeiro de 2028, completo 60 anos e estou pronto para sair do Judiciário, querendo advogar e seguir fazendo o que gosto. O caminho está preparado”, compartilha sua trajetória.

Assim como o pai, o primeiro concurso público em que Alicia alcançou a aprovação foi o TJAC. A posse como técnica judiciária ocorreu em 1º de outubro de 2025, o que levou à sua lotação na Escola do Poder Judiciário. Essa foi seguida por uma segunda posse, como juíza de paz. Duas funções que exerce atualmente.

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Na verdade, Alicia compartilha outras lembranças simbólicas, que unem a instituição e a figura paterna. “Sempre tive contato com o Tribunal, por causa da jornada dele como oficial de Justiça. Fiz [graduação em] Direito, por conta da inspiração que tinha em casa. Quando ele estudava, ele me dava os livros para eu ler. Não entendia quase nada do texto jurídico, eu até perguntava – que palavra é essa?! – Enfim, no futuro optei por essa graduação e estou aqui”.

Melhor do que sonhei

No dia da solenidade de posse, o pai de Alicia estava no dispositivo de honra como representante da categoria dos oficiais de Justiça. Assim, viu de perto a realização da filha. “Foi muito emocionante para mim. Quando eu estava assinando, a Nassara [diretora de Gestão de Pessoas] deu um toque no presidente, dizendo ‘é pai dela!’”, descreve.

O pai completa a narrativa: “então, o presidente me chamou. Eu pensei: ‘não aguento uma emoção dessas!’ – mas fui lá e foi muito gostoso!”. Ao levantar os olhos, a filha encontrou o sorriso do pai. Esse episódio recente marcou todos os dois, como uma memória feliz: “Realizar esse sonho, da forma que foi, do lado do meu pai, ali me observando de pertinho, foi melhor do que eu tinha sonhado, porque com certeza a gente sonha e eu já tinha sonhado várias vezes com esse momento”.

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O orgulho e emoção eram unânimes durante o diálogo: “Quando a gente vê esses momentos de sucesso na vida dos filhos, isso para nós, no caso eu e minha esposa, a gente fica tão feliz! Poder ver o filho vencendo, dando um passo que só eles mesmos podem dar. A Alicia correu atrás e alcançou cada degrau. Ela está ganhando seu espaço e conquistando o futuro profissional, porque tenho certeza que tem muito mais. Então, posso dizer sem dúvida nenhuma que sou uma pessoa realizada como pai”, concluiu Cleido.

O encontro foi finalizado com uma mensagem da filha: “o senhor sempre foi o meu grande exemplo. Um exemplo de amor, de serviço, de amar servindo e, por isso, o senhor me inspira de muitas formas. Espero poder dar toda alegria possível nessa vida, em retribuição a todo cuidado e todo amor com que o senhor me conduziu até aqui. O senhor é o meu maior orgulho, me orgulho de dizer que sou filha do Cleido Rodrigues. Feliz Dia dos Pais pro melhor pai desse mundo e quero dizer que eu lhe amo muito”.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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