TJ AC
Mais de 200 audiências estão pautadas para a 30ª Semana Justiça pela Paz em Casa
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A paz em casa é o caminho para uma sociedade com mais respeito, tolerância, justiça e solidariedade
A abertura da 30ª Semana Justiça pela Paz em Casa ocorreu nesta segunda-feira, 18, no Fórum Criminal de Rio Branco. A programação integra a campanha “Agosto Lilás” do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), voltada ao enfrentamento à violência doméstica. Até sexta-feira, 22, serão realizadas 207 audiências em todo o estado, com processos pautados na Lei Maria da Penha.
A coordenadora das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, juíza Andrea Brito, destacou a atuação da magistratura acreana: “o empenho das magistradas e magistrados contribui para esse trabalho orquestrado, que está sendo realizado em todo país, no percurso da semana, de forma célere, firme e eficaz. As audiências são instrumentos concretos para o rompimento de violências e demonstra que a Justiça não se omite frente à violência sofrida pelas mulheres”.

A vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Thaís Moura, deu ênfase à garantia da assistência jurídica às vítimas, para que sejam devidamente amparadas nas audiências. De igual modo, a defensora pública-geral, Juliana Marques, ressaltou a atuação exitosa da Defensoria e destacou o projeto “Cuida, maninha!”, lançado recentemente para o apoio à mulheres em situação de vulnerabilidade, por meio da qualificação profissional.
A procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, Rita de Cássia, teceu uma reflexão sobre o cenário atual, no qual a violência é um dos problemas mais graves da sociedade. “Garantir a paz no ambiente familiar é garantir direitos fundamentais e paz na sociedade”, declarou.
Em consonância, a coordenadora da Justiça Restaurativa do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, relembrou um caso recente que impactou todo o país, no qual um homem golpeou a mulher com mais de 60 socos. “Nosso trabalho não é só punitivo, mas preventivo também. Há uma necessidade urgente por mais educação e proteção”, reforçou.
Um momento aclamado pelos participantes foi quando o titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, juiz Alesson Braz, explicitou a meta de reduzir para 180 dias o julgamento de feminicídios. “Mapeei todos os processos da unidade e analisamos os prazos. Para isso ocorrer, precisamos agilizar a nossa atuação em 26 processos, o que é uma meta tangível. Então, vamos trabalhar para que isso se torne realidade!”.




A presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), juíza Olívia Ribeiro, falou de sua vivência profissional. “Quando retornei para a 1ª Vara de Proteção à Mulher, 14 anos depois, foi uma semana de muita tristeza. Porque vi que passaram anos e há tanta violência. Mas, não podemos nos abater. Todos que atuam nessa causa, precisam tocar vidas e ajudar na solução, porque nosso trabalho faz diferença”.
Representando a Presidência do TJAC na ocasião, a juíza Louise Santana destacou que a Semana Justiça pela Paz em Casa, realizada ao longo do mês de agosto, faz referência à criação da Lei Maria da Penha. “A comemoração dos 19 anos da Lei Maria da Penha fala, sobretudo, sobre dignidade e direitos humanos. Essa é uma lei que constantemente se atualiza, sendo um instrumento de luta e justiça, o qual fazemos parte”, concluiu.






Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Duas produções do TJAC são finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça
O reconhecimento nacional dá notabilidade a comunicação pública realizada pelo Judiciário acreano
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) é finalista em duas categorias do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026. Dois conteúdos produzidos pela equipe de Comunicação foram selecionados: a Revista Projeto Cidadão, na categoria Publicação Impressa Especial e o vídeo A História Restaurativa de Keuren Lopes, na categoria Mídia Audiovisual.
A Revista Projeto Cidadão foi uma edição comemorativa, em alusão aos 30 anos do maior projeto social do Acre, comemorado no ano de 2025. Reunindo memórias, causos, entrevista, fotografias, ilustrações, e reportagens especiais, as páginas reconhecem a magnitude do trabalho itinerante das equipes do TJAC e registra narrativas humanizadas sobre a transformação social promovida em todos os rincões acreanos, principalmente para o público em vulnerabilidade e com barreiras físicas de acesso à Justiça.


A secretária de Comunicação do TJAC, Andrea Zílio, afirmou que a publicação representa o resultado de um trabalho coletivo, pautado pelo compromisso, dedicação e pelo constante aperfeiçoamento da comunicação institucional. Ela também agradeceu o apoio da administração do Tribunal, na pessoa do presidente, desembargador Laudivon Nogueira, pelos investimentos em infraestrutura e na valorização das pessoas, além da atuação da Comissão de Memória, fundamental para a preservação da história da Justiça acreana.
“Diariamente, nosso desafio é aperfeiçoar a forma como nos comunicamos e dialogamos com a sociedade, levando informações, serviços e aproximando cada vez mais o cidadão da atuação e da missão da Justiça acreana. Buscamos evoluir continuamente na nossa comunicação, tornando-a mais acessível, transparente e conectada com as pessoas. Ao mesmo tempo, temos o compromisso de preservar a memória dessa trajetória construída a muitas mãos. Iniciativas como o Projeto Cidadão representam esse legado e traduzem o propósito do Tribunal de promover inclusão, cidadania e acesso à Justiça para todos”, ressaltou.
A Revista Projeto Cidadão está disponível on-line: veja agora.
Toda a equipe participou da confecção da revista. Houve um amplo trabalho de pesquisa, debates sobre o projeto gráfico, diálogo com atores de diferentes gestões administrativas e épocas, sendo então idealizado, redigido e diagramado exclusivamente por servidoras e servidores da Secom. O resultado foi um produto que deu visibilidade para questões que vão desde a logística empreendida, ações dedicadas a públicos específicos como nas aldeias e para pessoas em situação de rua, até o casamento coletivo que é o destaque a cada realização.
O lançamento da revista ocorreu em uma solenidade de homenagens no Tribunal Pleno do TJAC. Dessa produção, foram gerados também vídeos para as redes sociais e uma exposição fotográfica.




Mais do que assessoria, jornalismo propósito
Assim como o primeiro conteúdo selecionado na premiação nacional, o vídeo também é uma produção totalmente institucional. “A História Restaurativa de Keuren Lopes” é um minidocumentário produzido para ser apresentado em congressos pela equipe da gestão e também do Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa do Judiciário do Acre, foi exibido no II Encontro Nacional Pop Rua Jud, em junho de 2025.
Com a história da personagem, procurou-se mostrar os efeitos práticos, os impactos transformadores da política de ressocialização, desenvolvida pelo TJAC. Keuren é LGBTQIA+, viveu em situação de rua e com as intervenções do Judiciário com práticas restaurativas, ela teve oportunidades e reinserção social.
A jornalista Emanuelly Falqueto fez a entrevista e a gravação foi feita pelo fotojornalista Gleilson Miranda. “Para mim já é uma vitória, eu já estou feliz! É o primeiro ano que a gente participa, enquanto departamento se inscreve e estar entre os quatro melhores do país, mostra que o nosso esforço, a reestruturação do departamento e a liberdade do processo criativo permitiu que a gente fizesse mais que um trabalho rotineiro de assessoria, mas sim jornalismo com um propósito”.
Essa é a 24ª edição do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, que é uma iniciativa do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), organização que reúne profissionais de comunicação do Sistema de Justiça para fortalecer a transparência e a aproximação com a sociedade.
O resultado final será revelado na cerimônia que encerra o XX Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça, no dia 31 de julho.

Fotos: arquivo Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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