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TJAC atua para consolidar o Escritório Social e qualificar a reintegração de egressos no estado

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Objetivo da reunião realizada entre Judiciário, Instituto de Administração Penitenciária, Ministério Público e Defensoria estadual foi debater uma minuta de Termo de Cooperação para tornar os Escritórios Sociais política pública institucionalizada

Até 2027, o governo do Estado do Acre deverá cumprir as metas estabelecidas no Plano Pena Justa, firmado pelo Executivo e pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em agosto do ano passado. Entre as iniciativas previstas está o fortalecimento dos Escritórios Sociais, tanto na capital quanto no interior. Com esse objetivo, foi realizada, nesta sexta-feira, 20, uma reunião de trabalho para analisar a minuta de um Termo de Cooperação que visa direcionar esforços e recursos específicos para o fortalecimento dessa política de inclusão pós-cárcere, desenvolvida por meio dos Escritórios Sociais.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, recebeu representantes da Defensoria Estadual do Acre (DPE-AC), do Ministério Público estadual (MPAC) e do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). Além disso estavam presentes integrantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJAC: desembargador Francisco Djalma (supervisor), juiz de Direito Robson Aleixo (coordenador), Débora Nogueira (coordenadora executiva) e Rúbia Evangelista (consultora do Programa Fazendo Justiça).

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“Esta é mais uma das providências que estamos adotando para a melhoria das condições do sistema prisional, em conformidade com as determinações do CNJ e do Supremo, que estabeleceram que todos os estados devem implementar políticas voltadas ao aprimoramento dos presídios brasileiros. Há uma decisão que impõe essa obrigação aos estados. Portanto, não se trata de discutir se devemos ou não cumprir, trata-se de cumprir. Os Poderes Executivo e Judiciário têm o dever de atender a essa determinação”, explicou Nogueira.

Escritórios sociais

Os Escritórios Sociais são equipamentos públicos que buscam articular as ações do Judiciário e Executivo para disponibilizar serviços de acolhimento de pessoas egressas do sistema penal e seus familiares. A política visa reduzir e reincidência criminal, garantir acesso aos direitos e reinserir essas pessoas na sociedade. No Acre, o TJAC inaugurou um Escritório Social em janeiro de 2021.

Mas, essa medida precisa ser fortalecida e incorporada como política pública do Estado. Por isso, o principal encaminhamento da reunião foi convidar outros órgãos, como as secretarias de Planejamento e Administração do Estado, a engajarem nessa frente de atuação, para que esse instrumento da política penal seja institucionalizado com garantia de continuidade.

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A proposta para avançar na área é que esse Termo de Cooperação seja firmado entre Executivo e TJAC, com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), MPAC e DPE-AC monitorando e fiscalizando o desenvolvimento e implantação dos Escritórios Sociais.

O supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, também enfatizou a necessidade de institucionalizar os Escritórios Sociais e outras políticas penais com andamento da lei estadual na área. “Está na hora de agirmos, não podemos adiar. Nós lutamos por essas ações, assinamos o plano Pena Justa, com intuito de promover justiça, cidadania e direitos”, disse o magistrado.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mulher consegue no Projeto Cidadão ingressar com ação para corrigir nome e sexo na certidão de nascimento

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Registrada como “Elissandro” e do sexo masculino, Elissandra Bezerra convive há 35 anos com o erro no documento, bullying e procurou a ação do TJAC em Sena Madureira para iniciar o processo de mudança

Quanto uma letra pode impactar a vida de uma pessoa? Pode parecer pouco. E em alguns casos, é mesmo. Porém, essa não é a situação de Elissandra Bezerra, de 35 anos, moradora de Sena Madureira. Por causa de um “o”, ela enfrentou inúmeras dificuldades. Isso porque foi registrada como “Elissandro” e do sexo “masculino”.

O erro provocou situações constrangedoras ao longo de toda sua vida. Na adolescência, Elissandra recebia apelidos dos colegas de classe. Não foram uma nem duas vezes que escutou que era “macho”. Hoje, ela sabe que sofria bullying. Na época, porém, preferia permanecer em silêncio para se defender. A situação diminuiu na fase adulta.

Para Elissandra, o problema parecia ter ficado para trás. Até que descobriu que Udson, seu filho do meio, de 17 anos, é autista. A notícia mudou a rotina da família. Desde então, ela busca conseguir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o adolescente. No entanto, voltou a enfrentar os velhos obstáculos do passado.

Projeto Cidadão foi a solução 

Cansada dessa situação e disposta a corrigir o registro, Elissandra procurou o Projeto Cidadão, ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) que oferece, de forma gratuita, documentos básicos e serviços públicos à população em situação de vulnerabilidade social.

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Ela soube pelo Instagram que a iniciativa estaria em Sena Madureira nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza, e que entre os serviços anunciados estava a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A princípio, Elissandra acreditou que a alteração do documento resolveria a questão. 

No local, descobriu que o caso exigia uma medida judicial para a retificação do registro civil. Elissandra ficou apreensiva. Temeu sair mais uma vez sem uma solução. O Projeto Cidadão, porém, conta com o apoio de diferentes instituições, entre elas a Defensoria Pública. Foi lá que ouviu o que esperava há anos: “Calma, vamos resolver”.

Naquela manhã, ela recebeu as orientações jurídicas necessárias. Soube que, no caso dela, como o nome e o sexo foram registrados de forma incorreta, é necessário apresentar um atestado médico de afirmação de gênero para comprovar a situação perante as instituições. Elissandra conseguiu o documento no próprio Projeto Cidadão, que conta com atendimento de um médico clínico-geral.

Com o atestado e os demais documentos necessários, ela ingressou com o processo de retificação. Elissandra afirmou estar confiante na solução do caso. Disse não ter do que reclamar do atendimento recebido desde que chegou à escola. Foi bem tratada e recebeu os encaminhamentos necessários. Agora, sai do local com a expectativa de, em breve, receber uma nova certidão. Dessa vez, sem nenhuma letra “o” para atrapalhar.

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Inúmeros serviços

Assim como Elissandra, centenas de moradoras e moradores de Sena Madureira procuraram o Projeto Cidadão. Durante os dois dias de ação, a comunidade tem acesso a serviços jurídicos, de saúde e assistência social, todos gratuitos. Entre os mais procurados está a emissão da Carteira de Identidade Nacional. A previsão é de que mais de 200 documentos sejam produzidos.

A Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC, parceira da ação, também registra grande procura. A unidade oferece testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e dos níveis de glicemia, vacinação, além de atendimentos psicológico, fisioterapêutico e nutricional.

Esta edição do Projeto Cidadão conta com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).

Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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